Injetáveis

O que causa a perda de volume facial com o envelhecimento

O envelhecimento facial parece ser da pele, mas começa por baixo dela. As maçãs do rosto se achatam, as têmporas ficam ocas, o contorno do maxilar perde definição e os sulcos ao redor da boca se aprofundam. Essas mudanças têm origem na arquitetura do rosto — os compartimentos de gordura, o osso e a estrutura de colágeno que mantém tudo no lugar. Cada um recua em seu próprio ritmo. Entender as camadas é o que separa um plano preciso de um palpite.

Revisado por Dr. Caio Trentin, MD ·

O rosto é construído em camadas

O rosto jovem é cheio por causa de como é estruturado. Sob a pele ficam coxins distintos de gordura, organizados em compartimentos profundos e superficiais que dão contorno às maçãs do rosto, à região mediana da face e às têmporas. Abaixo desses coxins está a estrutura óssea — as bordas orbitais, as maçãs do rosto, o maxilar — sobre a qual os tecidos moles se acomodam. Unindo tudo isso há uma rede de colágeno e elastina que mantém a pele firme e o tecido conjuntivo tensionado. Quando o rosto parece cheio e elevado, cada uma dessas camadas está cumprindo seu papel. A perda de volume raramente é um único problema. São várias camadas recuando ao mesmo tempo, e é por isso que tratar apenas a superfície da pele muitas vezes deixa de lado a causa subjacente.

Os coxins de gordura encolhem e se deslocam

A gordura facial não é um coxim único e uniforme. É um conjunto de compartimentos, e eles não envelhecem juntos. Com o tempo, certos coxins perdem volume enquanto os ligamentos que os mantêm na posição se afrouxam, de modo que a gordura que resta tende a descer. O resultado é um rosto que perde volume nas regiões superior e mediana e parece mais pesado em direção ao contorno do maxilar e aos sulcos ao lado da boca. Uma maçã do rosto alta e cheia pode se achatar e deslizar para baixo, criando sombras que transmitem cansaço mesmo quando nada mudou na pele. Essa redistribuição — perda em algumas áreas, flacidez em outras — é uma das assinaturas mais reconhecíveis de um rosto que envelhece.

O osso recua por baixo

A mudança menos visível costuma ser a mais determinante. O esqueleto facial se remodela ao longo de toda a vida adulta, e pontos de referência importantes perdem projeção e área de superfície. As órbitas dos olhos se alargam, as maçãs do rosto se achatam, a região ao redor do nariz e da boca recua, e o maxilar perde altura e definição. Como os tecidos moles acima dependem desse osso para se sustentar, até mesmo uma mudança óssea modesta remove a estrutura de apoio da qual a gordura e a pele dependem. É por isso que duas pessoas com qualidade de pele semelhante podem envelhecer de maneiras muito diferentes: a estrutura subjacente está mudando de forma sob a superfície, alterando como a luz incide sobre todo o rosto.

O colágeno e a elastina diminuem

A pele deve sua firmeza ao colágeno e à elastina, e ambos diminuem com a idade. A produção desacelera, as fibras existentes se fragmentam e a capacidade da pele de voltar ao lugar se reduz. A exposição ao sol, o tabagismo e a inflamação crônica aceleram essa degradação. As consequências visíveis são uma pele mais fina e menos resistente, linhas mais finas e a perda do envoltório firme que antes mantinha os contornos faciais nitidamente no lugar. A perda de colágeno não cria sozinha as depressões da perda de volume, mas as agrava — a pele frouxa sobre uma base que perde volume e se desloca é o que produz a aparência característica de um rosto envelhecido.

Como as camadas se combinam

Nenhum mecanismo isolado explica o envelhecimento facial. Uma têmpora oca, uma maçã do rosto achatada, um sulco nasolabial mais profundo e um contorno do maxilar menos definido costumam aparecer juntos porque a gordura, o osso e o colágeno estão recuando em paralelo. A arte da avaliação está em identificar qual camada está conduzindo a mudança em cada região. Uma face mediana que perdeu gordura profunda é um problema diferente daquele em que a maçã do rosto perdeu projeção, mesmo quando a aparência superficial se sobrepõe. Separar a causa do efeito é todo o propósito de uma avaliação minuciosa, e é isso que determina se — e como — qualquer intervenção faz sentido para um rosto específico. Na FORMA, toda avaliação facial é realizada pessoalmente pelo Dr. Caio Trentin, não por um injetor delegado, e qualquer plano é construído em torno da sua anatomia e dos seus objetivos individuais, definidos em consulta. Se você está notando mudanças no contorno do seu rosto e quer entender o que as está causando, a consulta é o ponto de partida.

Dúvidas
A perda de volume facial é só uma questão de perder gordura?

Não. A gordura é um dos três fatores. O osso por baixo perde projeção e o colágeno da pele também diminui. A maioria dos rostos que envelhecem apresenta mudanças nas três camadas ao mesmo tempo, e é por isso que uma avaliação vai além da superfície da pele.

Em que idade começa a perda de volume facial?

Não há um único ponto de partida, e isso varia consideravelmente de pessoa para pessoa, dependendo da genética, da exposição ao sol e do estilo de vida. As mudanças sutis na gordura, no osso e no colágeno são graduais e contínuas, e não repentinas. Uma avaliação presencial é a melhor forma de entender em que estágio desse processo o seu rosto está.

É possível avaliar a perda de volume sem se comprometer com um tratamento?

Sim. Uma consulta com o Dr. Caio Trentin é, antes de tudo, uma avaliação. Ela identifica quais camadas estão contribuindo para as mudanças que você está percebendo e se alguma intervenção é apropriada. Qualquer recomendação é individualizada e definida em consulta — não há obrigação de prosseguir.

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Cada consulta e cada tratamento é realizado pessoalmente pelo Dr. Trentin.

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